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Biodiesel, energia limpa e competitiva para os sistemas isolados

A floresta amazônica, considerada o pulmão do mundo, está intoxicada pelo diesel, pois a queima do combustível fóssil para geração de energia elétrica nos sistemas isolados da região polui e ameaça a natureza do local. Ao mesmo tempo, o custo excessivo do combustível pressiona as contas de luz de todos os consumidores do Brasil. Nesse contexto, o biodiesel de óleo de palma produzido localmente é uma alternativa para reduzir tanto os gastos como os impactos ambientais da geração de eletricidade no Norte do País.

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Os sistemas isolados brasileiros estão localizados nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá e Mato Grosso. Com a conexão de Manaus (AM) e Mapacá (AP) ao Sistema Interligado Nacional, a participação desses sistemas ficou restrita a menos de 1% do consumo de energia do País, conforme informações da Eletrobras. Mas, apesar da baixa participação em termos de consumo, o custo da energia gerada nessas localidades é bilionário, impactando os demais consumidores brasileiros por meio de encargos setoriais.

Por trás dos montantes elevados, destacam-se os gastos com o transporte de diesel da região Sudeste para o Norte. Por isso, a produção local do biocombustível pode fazer a diferença nos custos. Além disso, o cultivo da palma de óleo adapta-se perfeitamente à região, com excelente taxa de produtividade: chega a atingir uma média anual de 5 toneladas por hectare – bastante superior à da soja, de 2,8 toneladas por hectare, a oleaginosa mais utilizada para a produção de biodiesel no Brasil.

Destaque ainda para o Zoneamento Agroecológico da Palma de Óleo, que determina a implementação sustentável desse cultivo e permite sua produção apenas em áreas já desmatadas da Região Amazônica antes de 2007. Evita-se, dessa forma, que o Brasil siga o exemplo do Sudeste Asiático, onde o plantio da oleaginosa foi a principal causa do desmatamento das florestas tropicais.

Ademais, o óleo produzido a partir da palma ajuda na fixação da população no campo, já que o plantio e a colheita não podem ser mecanizados. Contribui, portanto, para a suspensão do fluxo migratório de moradores do interior para as capitais da região. Além disso, em termos ambientais, o biodiesel se destaca por ser biodegradável – o que diminui significativamente os riscos ambientais do seu transporte pelos rios da região, e pelo fato de que, quando usado para geração de energia elétrica, polui muito menos do que o diesel, evitando emissões de material particulado, monóxido de carbono, óxidos de enxofre e hidrocarbonetos tóxicos.

Ou seja, além de ser uma solução ambientalmente correta no que se refere ao cultivo, todo o processo produtivo do biodiesel de palma voltado à geração de energia nos sistemas isolados do Norte do País está atrelado a benefícios para a cadeia setorial, da fixação do homem no campo à redução da poluição no interior da Amazônia.

Não faz sentido, portanto, exigir que uma solução com tamanhos benefícios socioambientais tenha de pagar por certificados como o RSPO (Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável, na sigla em inglês), criado por produtores multinacionais para indicar a sustentabilidade do óleo diante do fato de que a palma esteve entre as principais responsáveis pelo desmatamento das regiões tropicais do Planeta. O fato é que a realidade brasileira é muito diferente, e o óleo de palma pode ser usado para contribuir com a preservação, e não o contrário.

Passados quase dez anos desde que começamos a desenvolver o projeto de geração de energia a partir do biodiesel da palma nos sistemas isolados, não apareceu nenhuma outra solução para garantir energia limpa e mais barata para a região. O fato é que a palma pode ser usada de maneira vantajosa para melhorar a matriz elétrica da Amazônia brasileira, contribuindo para a recuperação do equilíbrio de áreas degradadas, empregando os moradores do campo e reduzindo a necessidade de transporte de enormes quantidades de diesel do Sudeste do país. Resultado? Uma matriz elétrica mais limpa e economia para todos os brasileiros.

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