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7 Observações sobre o RenovaBio

O programa RenovaBio 2030 foi lançado oficialmente na terça-feira (13/12), no auditório do Ministério de Minas e Energia, com a presença das principais lideranças do setor sucroenergético. Confira 7 avaliações sobre o assunto, colhidas a partir de entrevistas e observações colhidas pelo JornalCana no evento em Brasília:

1 - Formalização de propostas

O RenovaBio pretende apresentar propostas relacionadas aos biocombustíveis (etanol e biodiesel). Entre janeiro e fevereiro próximos, essas propostas deverão ser discutidas por técnicos de ministérios e representantes do setor sucroenergético e de biodiesel. No mês de março, haverá consulta pública com as propostas. Em seguida, elas deverão ser enviadas para o Conselho de Política Energética, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, e ao Congresso Nacional.

2 - Mandato por redução de emissões

A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, já apresentou, no seminário de lançamento do programa, a proposta que pode servir de alavanca para o RenovaBio. Ao invés de pautar as externalidades do etanol como concorrente ao combustível gasolina, a executiva propõe a implantação de mandato da redução de emissões de poluentes.

3 - Dependência do governo

O RenovaBio vem em boa hora e ajuda a abrir oportunidades para o setor sucroenergético, 'refém' dos bons preços do açúcar no mercado internacional. Essa fase positiva tem data certa para acabar: fim de 2017. depois disso, o etanol é a aposta e, assim, o programa recém-lançado pelo Ministério de Minas e Energia tem torcida geral entre os grupos do setor. A questão é que a viabilidade das propostas do RenovaBio depende em quase 100% de ações de ministérios e de órgãos do governo federal.

4 - Dependência do governo (Parte 2)

O seminário de lançamento do RenovaBio revela como o programa depende do governo federal, e como não é possível contar 100% com apoio público. O programa da cerimônia listava, entre  os participantes da abertura, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e representante do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Os três ministros estão abrangidos no RenovaBio, mas deles, apenas Coelho Filho esteve presente ao microfone.

5 - Investimentos

Os aportes financeiros, principalmente externos, estão de olho no setor sucroenergético, no qual há pelo menos 60 unidades produtoras paradas e em condições imediatas de retomar fabricação. No seminário de lançamento do RenovaBio, por exemplo, estavam executivos bem atentos aos palestrantes.

6 - Novo Proálcool

Embora a maioria dos executivos ouvidos no evento pelo JornalCana despista. Há uma esperança de que o RenovaBio seja uma renovação do programa Nacional do Álcool (Proálcool), alçado em 1974 como substituto do então escasso e caro petróleo.

7 - Novo Refis

Assim como o RenovaBio é descartado por empresários como sucessor do Proálcool, o programa recém-lançado pelo Ministério de Minas e Energia não deverá oferecer um refinamento das dívidas do setor sucroenergético. A hipótese de criar um novo Refis, para parcelar e abater dívidas de impostos de empresas, até pode entrar em discussão durante a fase de maturação do RenovaBio. "Mas o setor tem dívidas de R$90 bilhões, equivalente ao faturamento de uma safra brasileira de cana-de-açúcar", comentou ao JornalCana executiva que já dedicou anos ao serviço público. "Não há como refinanciar tanto dinheiro."

Retirado do JornalCana.

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